O desenvolvimento do ciclo arturiano

Aline carvalho

A história da coleção dos contos galeses escritos depois do século X.

• Gauleses (mais afortunados celtas do continente, fixaram 2000 a.C., arte de fazer armas de bronze).

• 1800 – 1400 a.C. – Ergueram na planície de Salisbury, sem nenhuma ajuda mecânica - Stonehenge.

• Marcavam (solstícios de Verão – Inverno)

• Formada principalmente por grupos invasores provenientes da Itália e da Gália, a população céltica do sudoeste da Bretanha parece ter encontrado na atmosfera britânica, onde a luz é difusa e frequentemente nebulosa diferente da claridade permanente da França e da Itália (...), as qualidades mágicas e fantasmagóricas adequadas as suas ideias, crenças e folclore.


A invasão do César iniciada noventa anos antes agora está completa. Submissa da costa sul até a linha Mersey e Humber, a Bretanha graças ao exército das legiões romanas , está nas mãos de César , que se torna senhor do mundo; Artur herdará dele suas tradições.

Por volta dos 50 anos a.C. Invasão Belga – Quatro anos mais tarde, ocorre evento mais importante da história da Bretanha , formação da nação da qual Artur seria herdeiro. Foi quando Júlio César decidiu que a Ilha se tornaria posse romana.

Primeira vez na história da Bretanha – O mar teria um papel importante.

1º tentativa de invasão romana – por causa do mar.

2º tentativa consegue no ano seguinte (mais armados).

César fica impressionado com a habilidade dos bretões na montaria e no manejo dos cavalos (essas pessoas cujo os ancestrais constituíam o cavalo Branco no Vale – Uffington)

Bretanha é denominada pelos romanos 43 d.C. Imperador Claúdio.

(Invasão de César iniciada 90 anos antes)

César se torna Sr. Do mundo – Artur herdará dele suas tradições.


59 d.C. O governador suetônio Paulino mandou esmagar primeiramente os DRUÍDAS, antes de prosseguir seu ataque contra os galeses.


DRUÍDAS (povo disseminador da resistência ao povo romano).


Massacrou sacerdotes. Derrubou bosques sagrados provocando com isso o ESPÍRITO CÉLTICO, que Artur herdou.


ARTHUR (herança)


Espirito céltico, caracterizado de temperamente céltico demonstrar com intensidade e avidez a busca pelo sucesso até que o inimigo o derrote e controle a batalha ( resistência de Artur 400 mais tarde), disciplina romana.

Desafio britânico aos romanos.

Vieram dos Pictos – habitantes do Norte.

Escotos – Povo que veio da Irlanda.


117 e 138 d.C. – construída muralha pelo Imperador Adriano para conter os povos rebeldes.


Introduziu-se na Bretanha o Panteão Romano, (divindades imemoriais do culto céltico, deidades das florestas e rios).


Século II d.C. – A religião cristã foi introduzida na Bretanha, ( diz – se a tradição, que José de Arimatéia desembarcou em torno de 60 d.C. com 12 companheiros que ali construíram uma pequena igreja de argamassa, a vetus ecclesia, inquestionavelmente um dos primeiros santuários do país posteriormente anexada Glastonbury e destruída pelo fogo em 1186.

Cristianismo consolidou-se na Bretanha 20 d.C. Constantino III – O grande – Eleito imperador pelo exército romano na Bretanha, foi quem possibilitou o avanço da fé cristã nessa região.

313 d.C. concedia tolerância ao cristianismo no império romano, transferiu a capital para Bizâncio, rebatizando – a de Constantinopla.

Teodósio – Primeiro oficial comandante da cavalaria do Império e Imperador do Oriente.

Máximo – permaneceu na Bretanha, expulsando os Picto / Escotos.

Máximor – conquistou Roma – Dois anos mais tarde morreu assassinado por Teodósio.

Teodósio – Constantinopla.

Observa-se que a história de Máximo é responsável pelas conquistas extraordinárias aumentadas de Arthur.

Em 395, Invasão feira pela aliança barbara (saxões, pictos e escotos).

Enviado por Roma – Estilico que expulsou os invasores.

Em 407 (Constantino é eleito Imperador – marcha sobre Roma).



MORRE EM COMBATE

Em 410 – Alarico – O gado – saqueia Roma – favorece a invasão das hordas bárbaras por toda a Europa... E os saxões correm novamente para o interior da Bretanha.

Em 429, no século V A essência do Poder romano mudaria e, sob novos auspícios enviaria uma nova expedição a Bretanha (O imperador Pontifex Maximum), exigia a prática da adoração a sua figura.

O Bispo romano assumiria a mesma postura , adotaria tal título (Poder absoluto na igreja cristã).

Para estabelecer a supremacia da religião cristã era necessário manter uniformidade absolta na Fé .

Monge Celta - Relógio nega a doutrina do pecado original. Idéia que teve aceitação entre os cristãs da Bretanha.


O bispo Auxerre seguiu em missão para combater a heresa.

Primeira vitória que delínea a Imagem de Arthur.

A derrota dos Bárbaros (Pictos/Escotos), por um líder cristão.


425 – VORTIGEN - O mais poderoso dos reis britânicos locais.


Reinava no País de Gales sudoeste da Bretanha, quatro adversários: Os Pictos, Os Escotos, Os saxões, Os Romano – Britânicos (Restauração das leis da autoridade romana; esmagar os bárbaros e outros líderes nativos.


Aliou-se as saxões contra os três, em troca de seus militares deu-lhes apoio e terras.


442 - saxões lutam contra vortigem – batalha de Aylesbury (anos negros).


VORTIGEN – Morre

Ambrósio (contra VI) lidera – Coloca filho de (V), no trono

488 - Ambrósio mata líder saxão


Camponeses desesperados, inspirados em Ambrósio, resistiram (aos saxões).

Tiveram então um segundo comandante cuja a fama confirmou-se universal e imortal.



FATOS E LENDAS

Anais - Páscoa (Bretanha), museu britânico

449 ou 518 d.C. - batalha de Bandon (maior batalha do País).

Ergueram e estruturaram a fama de Arthur

539 - Batalha de Camlann – Arthur e Madred morreram.

Coleção de Nênio – afirma que Arthur não foi rei (história dos Bretões).


NÊNIO - VORTIGEN encontra um menino clarividente, com poderes proféticos chamado Ambrosius,

Conto dos “dragões”

488 – de acordo com a Crônica Anglo-Saxônica

A ascensão de Otha sob o nome de Aesc

Arthur lidera Bretões contra Saxões



Batalhas

1º - Rio Glen

2º /3º/4º/5º - Rio Dubglas

6º - Banas

7º - Caledonian wood

8º - Tor Guinnion (Arthur carregava a Ima da V.Maria)

9º - Legion

10º - Praia de Tribut

11º - Montanha de Agned

12º - Monte Bandon

50 Anos de Paz

Fatos Incontestáveis há muito conhecido sobre Arthur

A principal é que ele era um comandante da cavalaria



Camelot (nome) séc XII – Chretien de Tróyes

Não tem registros históricos sobre a existência de tal capital.

Se transforma quando Arthur se transforma mito logicamente em Rei.

Supõe-se que o nome Camelot, referindo-se à suposta capital de Arthur, tenha sido dado pela primeira vez, no século XII, pelo romancista francês Chrétien de Troyes. Não há nenhuma garantia histórica sobre a existência de tal capital, e essa idéia só entra na história depois que o general Arthur se transformou mitologicamente na figura do rei. No século XVI Camelot fora aceita como a cidade capital de Arthur: em 1542, quando o antiquário John Leland visitou Cadbury, viu a grande colina rodeada por quatro elevações, ouviu os habitantes da vila chama-lo Palácio de Arthur e ficou realmente convencido, o que o levou a chamá-la de Camelot e interpretar erroneamente o nome da vila vizinha de Queen´s Camel, dizendo que poderia originalmente ter-se chamado Queen´s Camellat.

Contos Arturianos – Inicio – escrito em Bretão ou Galês.

Séc X – que Arthur, na imaginação popular, transformou-se de comandante a Rei (38) – Culutich e Olwen.

Onde Arthur e sua corte servirão apenas como base para aventuras de cavaleiros solitários, aqui, neste conto, Arthur, como líder, desempenha uma função enérgica. Essa imagem de prestígio, bravura e gentileza, amplamente desenvolvida em meados do século X, provavelmente já existia, algumas centenas de anos antes, em sua versão oral. Há um episódio no trecho final, repetido pelos próximos cinco séculos, em que seus seguidores demonstram o respeito e o desejo que sentiam de proteger Arthur.

Conto, que Arthur não só inspirou e encorajou os feitos de outros, mas também assumiu para si aquilo que seus seguidores não tinham poder físico ou mental para fazer.

Séc XII – É chamado de imperador – no conto Galês, The Dream of Rhonabuy

Esses dois contos manuscritos, um escrito entre 1300 e 1325, conhecido como White Book of Rhydderch (“Livro Branco de Rhydderch”), e outro escrito 1315 e 1425, Red Book of Hergest (“Livro Vermelho de Hergest”), quatrocentos anos mais tarde que Culwych and Olwen e talves duzentos anos mais tarde que The Dream of Rhonabwy.

Séc XI – Outra versão Galesa sobre Arthur, encontra-se no Mabinogion. No conto The Dream of.



O Desenvolvimento da Lenda

Os dinamarqueses eram um povo navegante que sem dúvida contribui, de certa forma, para o desenvolvimento da construção naval inglesa, mas o acontecimento que mais influi na consciência nacional não foi essa invasão, mas sim a dos normandos. Esta teve uma grande repercussão no desenvolvimento da lenda de Arthur. Havia um espetáculo onde o herói, o salvador, lutava contra um ogro ou um tirano diabólico em uma cidadela vizinha que atraía espectadores entre a pequena nobreza normanda. Isso porque, desde que tinham sido formalmente obrigados a reconhecer o rei da França como senhor absoluto de seus Estados, os normandos sentiam-se felizes em ouvir que Arthur, o rei britânico a cujo poder seu duque tinha sucedido, havia conquistado a França. Assim eles podiam se sentir em posição superior em relação ao rei francês.



Os primeiros registros

- 1135 uma nova revelação causaria impacto – havia um novo Artur diante do mundo: um soldado profissional, rei coroado, famoso por sua generosidade e seu exemplo cavalheiresco, estabelecido em uma corte, não em anônimo reino fantástico, mas na real cidade galesa de Caerleon-on Usk. Alguém que presidia torneios em seus país, e que no exterior, em vez de tomar parte em ridículas aventuras, em contos populares, realizava conquistas formidáveis, anexando a Escócia, a Irlanda, a Noruega, a Dinamarca e a Gália, e que só foi chamado de volta durante o ataque a Roma devido a uma insurreição traiçoeira em seu país.

1º Relato História Regum Britanniae1, de Godofredo de Monmouth2, que sobrivive em duzentos manuscritos e que já era conhecida antes do fim do século XII na França, Espanha, Itália, Polônia e Bizâncio, é no mínimo tão interessante quanto as histórias que relata.

O desfilar começa com o mitológico Brutus, que veio de Tróia para colonizar a Bretanha, e termina com o mitológico Cadwallo. Fala de noventa e nove reis ao todo, e um quinto do trabalho total é dedicado à história imaginária de Artur.



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1A história de Regum Britanniae (“História do Rei da Bretanha”) foi, pode-se dizer, o primeiro do best-sellers internacionais. Sua popularidade ultrapassou fronteiras, considerando-se que a parte responsável pelo sucesso, a história de Artur, não continha nenhum dos feitos que vieram mais tarde a ser vistos como os mais importantes; Godofredo não fala nada sobre a Távola Redonda ou a procura do Santo Graal, nem usa as duas grandes histórias que nos últimos séculos ofuscaram a de Artur: Lancelote e Tristão foram personagens acrescidos mais tarde, por outras mãos.

2 Godofredo juntou uma miscelânea de tradições com relação à sobrevivência de Artur e ao lugar de refúgio: tanto para britânicos, bretões ou galeses, o lugar é sempre um paraíso rodeado de água, localizado na região costeira, que se chamava Avalon. E disse: “O renomeado rei Artur, gravemente ferido, foi levado para a ilha de Avalon, para a cura de suas feridas, onde entregou a coroa da Bretanha a seu parente Constantino, filho de Cador, duque da Cornualha, no ano de 542 de Nosso Senhor”.
Os Anais da Páscoa registram “a Batalha de Camlann, na qual Artur e Modred pereceram, em época de pragas na Bretanha” no ano de 537. É interessante notar que, enquanto Godofredo foi fantasioso na maior parte de seu trabalho, na data da morte de Artur foi quase preciso.

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