O mito do Rei Artur pela perspectiva da psicologia Junguiana

Aline Peres de Carvalho

Um dos problemas atuais é a não familiarização com a literatura do espírito. O interesse nas notícias do dia e nos problemas práticos do momento. O paradigma da educação vem se modificando à tempos no que se refere a mudança do foco do ensino. Antigamente havia estímulo a se voltar ao mundo interior, “no aprender”. Onde a praticidade não entrava em contato com a filosofia de grandes pensadores, que falavam de valores eternos e que dão o real sentido à vida.

As literaturas grega e latina e a bíblia faziam parte da educação de toda a gente, vindo à serem suprimidos em prol da educação da sociedade industrial, onde é exigido a disciplina para um mercado de trabalho mecanicista, com isso houve uma perda de informações mitológicas. Com essa perda fica um vazio, porque não se tem o que por no lugar.

Esses temas provenientes de tempos antigos, tem a ver com os temas que sempre deram sustentação à vida humana, construíram civilizações e formaram religiões através dos séculos e tem a ver com os profundos problemas interiores, com os profundos mistérios e limiares da nossa vida e se o indivíduo não conseguir identificar o significado dos sinais deixados por outros ao longo do caminho, terá de produzi-lo por conta própria.

As semelhanças que os seres humanos tem em comum se revela nos mitos, eles são histórias de nossa vida, de nossa busca da verdade, da busca do sentido de estar vivo. São pistas para as potencialidades espirituais da vida humana, daquilo que se é capaz de conhecer e experimentar interiormente.

As história a respeito de heróis são profundas e eternas. Elas ligam os nossos próprios anseios, desgostos e paixões às experienciais dos que se vieram antes de nós, da maneira que se pode aprender algo a respeito da essência do significado de ser humano e também mostrar de que forma se está ligado aos ciclos de vida do mundo natural e espiritual.

“ O mito conta uma história sagrada, relata um acontecimento que teve lugar no tempo primordial, o tempo fabuloso dos começos. Noutros termos, o mito conta como, graças aos feitos dos seres sobrenaturais, uma realidade passou a existir, quer seja a realidade total, o cosmos, quer apenas um fragmento; uma ilha, uma espécie vegetal, um comportamento humano, uma instituição. É sempre, portanto, a narração de uma criação: descreve-se como uma coisa foi produzida, como começou a existir. O mito só fala daquilo que realmente aconteceu, daquilo que se manifestou plenamente (...) Os mitos revelam, pois, a sua atividade criadora e mostram a sacralidade (ou, simplesmente, a sobrenaturalidade). Em suma, os mitos descrevem as diversas e freqüentemente dramáticas eclosões do sagrado ou do sobrenatural no mundo”. (ELIADE, Mircea; Aspectos do Mito, pg 13)

O mito tratado neste trabalho é o Ciclo Arturiano e a busca do Santo Graal. Como já foi apresentado a condução da história e a trajetória dos personagens ganham novo sentido à partir da aparição do Santo Graal na Távola Redonda.

“ Na Idade Média, assistimos a um sobressalto do pensamento mítico. Todas as classes sociais se reclamam de tradições mitológicas próprias. Os cavaleiros, os artesãos, os clérigos e os camponeses adaptam um mito de origem da sua condição ou da sua vocação e esforçam-se por imitar um modelo exemplar. A origem destas mitologias é variada. O ciclo arturiano e o tema do Graal integram, sob uma capa cristã, inúmeras crenças célticas, sobretudo em relação ao outro mundo. Os cavaleiro pretendem rivalizar com Lancelot ou Percival. Os trovadores elaboram toda uma mitologia da mulher e do amor utilizando elementos cristãos, mas ultrapassando ou contrariando as doutrinas da igreja. Certos movimentos históricos da Idade Média ilustram de uma forma significativa, as manifestações mais típicas do pensamento mítico”. (ELIADE, Mircea – Aspectos do mito, pg 146)

Ao analisar o histórico e a narrativa do mito arturiano acompanha a acenam e o declínio da cavalaria, da monarquia. E são nestas situações que percebe a influência dos aspectos coletivos, que segundo Jung possui conteúdos e modos de comportamento, os quais são os mesmos em toda parte e em todos os indivíduos. São estes os aspectos que compõem e transformam o mito no decorrer dos tempos. A Idade Média foi uma época de grandes mudanças e transformações que marcaram a história da humanidade.

Segundo o historiador da USP Hilário Franco Jr, a Idade Média é dividida da seguinte forma:

1º Idade Média – entre os séculos IV e VIII – quando começou a convivência dos romanos e dos bárbaros articulados pela igreja. A pluralidade política substituindo a unidade romana, a concepção recíproca entre chefes e guerreiros são constantes da sociedade medieval que começaram a ser delineadas.

Alta Idade Média – meados do século VIII ao X – uma temporária unidade política sob o império franco de Carlos Magno e a Aliança entre a Igreja e Império. O período que findava com a desestruturação deste império, acelerada pelas invasões vikings, muçulmanos e do leste europeu.

Século IV – as constantes invasões foi uma nova fragmentação política, o nascimento do feudalismo.

Século XII – Idade Média Central – é o período clássico da cavalaria, do código de honra e das obrigações recíprocas entre senhor feudal e vassalo, da expansão demográfica e econômica.

A Baixa Idade Média se anuncia quando o Feudalismo começa se mostrar um sistema político saturado, que não podia mais corresponder à realidade social da época. O avanço da vida urbana e mercantil faz com que alguns historiadores falem do desenvolvimento de uma “sociedade feudo-burguesa”. O início do século XIV e o final do século XV podem ser considerados o outono da Idade Média, embora Hilário Franco Jr. Admita o seu final somente em meados do século XVI. A razão para um final do período medieval aparentemente tardio é o paralelo que ele traça entre acontecimentos históricos dos séculos XII e XIII com aqueles do século XVI. Assim, segundo sua teoria, o Renascimento humanista guardaria uma certa relação como Renascimento do século XII, o Protestantismo com as heresias, as Grandes Navegações com as viagens dos normandos e dos italianos e assim por diante.

Embora esta relação entre os eventos do século XVI citados acima e aqueles ocorridos entre os séculos XII e XIV seja aceitável é inegável que o Mundo Moderno já se anunciava nesses mesmos eventos. O Absolutismo e o avanço da classe burguesa em detrimento da nobreza são outros sinais dos novos tempos. E todos estes aspectos aparecem no mito. A supremacia de Artur (auge da monarquia). Um Rei com origem sagrada (povo bárbaro) e romano, marcando a época das invasões, a luta de um povo (sagrado) diante da força do Cristianismo. Outro ponto marcante do mito é a formação da ordem da Távola Redonda e seus cavaleiros. Representando o feudalismo e as cruzadas. A Busca do Santo Graal marca no mito o declínio da cavalaria, os cavaleiros se dispersam em busca do objeto sagrado, encerrando este período. O Ciclo Arturiano é constituído de vários desfechos que chamam a atenção. Primeiramente a necessidade de ter a figura do herói, que no decorrer do mito vai se ampliando e outros personagens vivenciam estes papéis no decorrer da história.

Todo o mito tem um herói como personagem central. Este arquétipo é de grande importância, pois em uma determinada fase da vida ele precisa constelar para que o indivíduo possa se desenvolver interiormente. O heroísmo consiste não apenas em encontrar uma nova verdade mas também em ter coragem de agir de acordo com essa visão. É por esta razão, de uma maneira prática, que os heróis precisam ter a coragem e a cautela associados a um forte desenvolvimento do ego e a visão e clareza mental decorrentes de ter empreendido a jornada da alma e terem encontrado o tesouro de seu verdadeiro self.

“ A imagem de Cristo nos dá um quadro vivido do ego orientado pelo si-mesmo, isto é, o ego individual que tem consciência de ser dirigido pelo si-mesmo.” (EDINGER – Ego e Arquétipo, pg 202)

Quando o indivíduo atende ao seu “chamado” e empreende sua jornada, os arquétipos irão sendo constelados de acordo com a realidade de cada indivíduo. Os guias interiores são arquétipos que tem estado com o indivídu ssível visualizá-los em imagens, mitos, literatura e religiões. Sabe-se que são arquétipos por que são encontrados em todos os lugares e épocas. Como os guias são verdadeiramente arquétipos e existem como energia na vida psicológica inconsciente de todas as pessoas e lugares, eles existem tanto dentro como fora da alma humana e individual. Eles vivem dentro de nós, e nós vivemos dentro dele. Assim podemos encontrá-los indo para dentro (para os nossos sonhos e fantasias e, freqüentemente também para nossas atividades) ou para fora (para os mitos, as artes, a literatura, a religião e, como as culturas pagãs fizeram). Assim eles nos proporcionam imagens do herói que existe dentro e além de nós mesmos. Cada indivíduo vivência os arquétipos de acordo com a sua própria perspectiva.

“ O arquétipo é um elemento vazio e formal em si, nada mais sendo do que uma facultas praeformandi uma possibilidade dada a priori da forma da sua representação. O que é herdado não são as idéias, mas as formas, as quais sob esse aspecto particular correspondem aos instintos igualmente determinados por sua forma. Provar a essência dos arquétipos em si é uma possibilidade tão remota quanto a de provar a dos instintos, enquanto os mesmos não são postos em ação em concreto (...) O modo pelo qual, por exemplo o arquétipo do herói sempre aparece empiricamente, nunca pode ser deduzido só dele mesmo, mas depende de outros fatores”. (CW9 – parág. 155)

O efeito da aventura bem sucedida do herói é a abertura e a liberação do fluxo de vida no corpo do mundo. Segundo Campbell o milagre desse fluxo pode ser representado, em termos físicos, como a circulação da substância alimentar; em termos dinâmicos, como um forro de energia, e, espiritualmente, como manifestação da graça.

O primeiro e grande herói deste mito é Artur. A grande esperança de um povo (os bárbaros). Em outra versão do mito o nascimento de Artur é planejado por Merlin e a dama do lago com o objetivo dele ser o “grande rei” que seria o grande representante do povo sagrado, pois ele é de origem sagrada, no trono do império da Grã-Bretanha.

A questão da origem, da descendência não pode ser negado pelo indivíduo, o “sangue”, os “laços invisíveis” regem o indivíduo. Ele contém os opostos da época, pode ser entendido como o catalisador e o ponto de equilíbrio entre o choque que estava acontecendo na época, pois os povos bárbaros como eram chamados pelos cristãos (pois não possuíam a mesma crença, fé, costumes) estavam sendo obrigados a se converter.

“ A regra psicológica diz que quando uma situação interior não se torna consciente, ela acontece fora como destino. Isto eqüivale a dizer que quando o indivíduo permanece indivíduo e não se torna consciente de seus opostos, o mundo deve à força atuar o conflito, e dilacerar-se em metades opostas”. (CHIRST, A simbolofthe Self, CW9 ii, par. 126)

Artur mantém contato com esses opostos, tendo Merlin (aspecto mágico sagrado) como orientador, mas casa-se com Guenever cristã, institui a Távola Redonda, luta pelo seu país, em nome de Deus e da Igreja.

A morte de Artur marca a supremacia do Cristianismo sobre os povos, no decorrer do mito, Artur vai se desligando dá sua origem sagrada e só vivência seu aspecto (romana cristão). Sua volta é a esperança da restituição deste aspecto, é do mistério, do oculto, do sagrado, voltarem a terem espaço na história da humanidade.

Numa perspectiva social percebemos que a sociedade está vivendo uma crise espiritual, onde apenas uma forma de ser e pensar e agir se faz presente.

Diante de um mundo que está se encaminhando cada vez mais para a individualização, a busca e a necessidade de poder e prestígio. O indivíduo está ficando cada vez mais distante de sua alma.

Assim como Artur o representante sagrado de um povo foi se distanciando de uma parte de si e de sua origem simboliza este aspecto que hoje tenta retornar.

Esta tentativa é vista pelo grande fascínio e a atração pelo mistério, pelo desconhecido. E nestas situações é comprovado mais uma vez o poder do mito no resgate de aspectos até então adormecidos que se constelam em determinada época.

“ O conteúdo reprimido deve tornar-se consciente, de modo que produza uma tensão de opostos, sem a qual nenhum movimento interior será possível. A mente consciente está no topo, a sombra, abaixo, e assim como o alto sempre anseia pelo baixo e o calor pelo frio, do mesmo modo, toda consciência, talvez sem estar disto ciente, busca seu oposto inconsciente, sem o qual está condenado à estagnação, congestão e ossificação. A vida nasce apenas da fricção dos opostos”. (CW7 – parag. 78 – Tipos Psicológicos)

Como foi relatado no histórico, Artur é descendente dos povos de Tuatha de Danan (o povo sagrado) por parte de mãe, e dos romanos por parte de pai.

A origem de Artur nos faz refletir:

1º - Que enquanto indivíduos carregamos marcados em nós o mito individual e o mito familiar. E que realmente se não tivermos a consciência mais profunda destes aspectos, corremos o risco de entrar no ciclo da repetição, não conseguindo nos diferenciarmos e ficando com as conseqüências de permanecermos alienados a esta realidade.

2º - E que na figura de Artur (sagrado/profano) existia a esperança de um povo em não desaparecer, e que as escolhas na qual Artur optava, ele caminhava na direção de uma escolha entre o povo pagão e o cristianismo. Então “Artur” possuía uma grande responsabilidade consigo mesmo do qual ele não poderia fugir que era a consciência de si na sua maior profundidade. Porque qualquer escolha “errada”, ele poderia ir contra uma de suas naturezas. (Rei sagrado – Thuata / Rei profano / grande Rei da Bretanha) Artur casa com Guinevere (cristã). Dessa relação não nasce nenhum filho.

Se avaliarmos este fato pode-se constatar que não foi possível “ainda” unificar estes opostos. E quem sabe atualmente esta é uma das grandes questões universais entre os povos.

Carregamos na história, no coletivo esta lacuna, este vazio, esta busca. “Este filho” que poderia representar o equilíbrio e proporcionar um novo recomeço na história do homem.

Artur tem um filho bastardo – Mordred – com sua meia-irmã Morgana. Pode-se dizer que o laço com a sua origem sagrada ficou mais forte.

Mas sabe-se que no Combate com Mordred é que Artur “morre”. Pode-se perceber que quando nossa energia fica voltada ou tende mais a um aspecto não pode existir a transformação e o equilíbrio.

Não deve-se negar nossa natureza, nossos aspectos sombrios, pois eles podem levar a morte da alma. Só que são nestes momentos da vida que existe a possibilidade de ouvir o “chamado”. Ou partirmos em direção de buscar um novo sentido, para a vida e para a morte.

“A alma” que advém à consciência egóica durante a opus tem um caráter feminino e um cárater masculino na mulher. No homem o anima quer reconciliar e unir enquanto, na mulher, o animus tenta discernir e discrimina. (CW16 – parag 553 – Psicologia da Transferência)

Como já foi mencionado, o aparecimento do Santo Graal acontece no momento da história em que está havendo o declínio da cavalaria, monarquia.

Com isso o espírito da aventura, da busca, dos valores estão ficando desacreditados e “fracos” diante da realidade.

Sabe-se que para ser um Cavaleiro da Távola Redonda tem que possuir as seguintes características: nobreza, honestidade, lutar em nome de Deus, sempre defender mulheres e crianças, amar e ser devoto ao seu rei e ao reino.

A luta, a batalha representam o espírito guerreiro, e lutar em nome de Deus é a ligação com o espiritual.

Então, os cavaleiros que sentavam na Távola Redonda e lutavam em nome de Artur possuíam características que os diferenciavam dos demais.

Possuíam um aspecto ligado ao espiritual. Existiam 4 lugares vagos na Távola Redonda que pertenciam a Sir Lancelot, Sir Galahad (filho de Lancelot), Sir Percival, Sir Bors. Estes cavaleiros é que irão ir até o fim na busca do Santo Graal.

O assento perigoso era reservado ao cavaleiro mais nobre, verdadeiro, puro de todos e ele era o cavaleiro que iria encontrar o santo graal. Galahad é este cavaleiro, no próximo capítulo será tratado sobre o graal.

Galahad dentro do mito é a nova perspectiva, a nova possibilidade de equilíbrio e restaurar a força e a esperança na busca do graal que é um símbolo Cristão (ver sobre José de Arimatéia, ligação com Cristo) e ao mesmo tempo celta/pagão.

O símbolo do graal é ligado ao caldeirão de Dagda um Deus celta. Sobre o símbolo da taça, no decorrer da história ele é um caldeirão, depois se torna um prato, tornando-se taça.

A taça é um símbolo universal que neste contexto está “falando” de dois aspectos na mesma simbologia.

Galahad então é o cavaleiro que vai ao encontro do graal e possui todas as características necessárias para trazer a sabedoria e o ensinamento do graal.

Quando o graal aparece na Távola Redonda e inspira, da vida, sacia fome e sede, alimenta a alma desses cavaleiros. Ele cria a possibilidade da busca de um novo sentido da alma de cada um deles e é atrás disso, dessa totalidade, desse sentimento, desta sensação que os cavaleiros da Távola Redonda dispersam e empreendem sua jornada.

Esta situação concretiza a necessidade de recuperar esta energia, resgatar valores e credibilidade na luta pelo sentido da história destes povos.

Só para lembra, e fazer um paralelo, o Rei Artur e seus cavaleiros estão na meia-idade, somente Percival e Galahad que são adolescentes.

Este pode ser considerado um mito clássico, a saúde do reino reflete a saúde do Rei. Quando o governante é ferido, o reino transforma-se numa terra devastada.

No caso da história de Artur, a figura do Rei está se descaracterizando junto com a cultura pagã e o domínio da cristianização. Isso reflete numa “cavalaria sem luta, batalha, combate, conquista”.

Já o Rei Pescador está ferido, consequentemente seu Reino também, é no seu castelo que o graal é guardado. Então é preciso que um herói empreenda uma jornada, encontre o objeto sagrado e retorne para curar ou substituir o governante.

Logo após Galahad, Percival, Lancelot, Sir Bors terem encontrado o graal (cada um teve uma trajetória). A realidade da Távola Redonda é outra, muitos cavaleiros na busca do graal morreram, outros se perderam, enlouqueceram, casaram... Enfim revê uma sucessão e substituição dos cavaleiros, mas estes não tinham a mesma crença, a mesma verdade e objetivo.

Artur perde sua credibilidade, vindo recuperá-la um pouco antes de sua morte.

Sobre a morte de Artur é algo ambíguo, na história Artur retorna a ilha de Avalon para ser curado e depois retornar para unificar seu povo.

Artur simboliza o resgate de uma origem que se perdeu ao longo da história, devido as grandes invasões na Irlanda, a Bretanha perdeu a identidade e é em nome desse herói que as pessoas se reportam ao falar de sua origem.

“De onde você é”?

Da Bretanha... Bretanha, de “Artur”.

Artur representa a força, a coragem, a honra, liderança, honestidade, justiça, vitória...

Características necessárias para a sobrevivência e o orgulho de um povo.

1Informações retiradas do Livro Mitologia Pessola - A psicologia evolutiva do self – “mitologia pessoal é uma vibrante infra-estrutura que fornece informações sobre a vida pessoal, tenha a pessoa consciência ou não. Consciente ou inconsciente se vive segundo a mitologia individual... Viver em um padrão mítico significa tornar-se consciente de suas origens pessoais e coletivas. E ao longo deste processo irá se descobrir, ou confirmar, que não é um ser isolado e independente, mas o produto final de milênios de aculturamento e amadurecimento da raça humana. A mitologia pessoal constitui apenas a flor da árvore; o mito familiar é o galho; as convenções sociais formam o tronco, e a raiz é a condição humana.

Os mitos pessoais estruturam e apontam para a direção que se torna o caminho.

Ler o artigo completo